sábado, 14 de abril de 2012

MARACANÃ


O metrô está lotado
E o ar não funciona
A próxima estação é
Maracanã
Se fosse domingo de futebol
Eu soltaria
E tomaria umas cervejas por perto
Até o clássico começar

terça-feira, 10 de abril de 2012

XII


Companhias elétricas
te a-cú-sam
De ter  luz própria e a energia positiva;
?

quarta-feira, 4 de abril de 2012

O Erro de Português



Achei, achei, achei!!!
Um erro de português!
Um erro de português!
Não o da escravidão negra
Que aflora outrora
Apagando a cor da aurora.
E dirá o teu patrão
Isso não é hora
de falar no assunto
Não é questão de classe
Aumenta o volume da Televisão.

Fabiano Soares

sábado, 31 de março de 2012

poemas caiçaras


II
 
A caiçara fez um  pirão
E Todos piraram
E Respiraram
o Pirão de peixe pirado
deixa o estomago inspirado
A caiçara fez um pirão,
Uns  Sus pirão.
Outros  ins pirão
E Na Piração do pirão
transpirou respirou o  res pirão

quinta-feira, 15 de março de 2012

QUINTAL

As crianças desapareceram do quintal, foram levadas uma a uma pela vida, cada uma seguiu seu próprio caminho, ficaram as vozes e os risos das brincadeiras, que ainda ecoam nas lembranças que pintam as portas e as janelas de verde, de ilusão. No quintal ainda existe o catavento, a bomba d’água manual, que não bombeia mais água para saciar a sede das crianças no quintal. As portas e janelas verdes da casinha branca foram abertas uma a uma , ainda no nascer do dia, o homem com seus setenta e poucos anos saiu pela porta da frente, respirou o ar puro, caminhou até a bomba d’água manual, bombeou a água, lavou o rosto, saciou sua sede, olhou o catavento que se movia, sentiu o vento no rosto como se estivesse catando o vento assim como o catavento e como todas as manhãs atravessou o quintal e seguiu até uma árvore que ficava quase na subida do morro, onde nascia o pequeno riacho que passava lá no fundo do quintal, chegou junto à árvore, onde embaixo era a morada de sua esposa que se foi há álbum tempo, ajoelhou-se e orou como em todas as manhãs.

- Sinto saudades de você – murmurou baixinho

Sentiu o vento tocar seu rosto como se o beijasse, levantou, fez o sinal da cruz e voltou lentamente para casa, parou novamente na bomba d’água manual, que não bombeava mais água para matar a sede das crianças no quintal, matava a sede apenas de quem ficou sozinho catando o vento catado pelo catavento no quintal, que ficava muito além de qualquer litoral, bebeu água sendo observado pelos pássaros que estavam nas árvores ilustrando a manhã de sol, pintando de natureza o pequeno quintal. O homem que era observado pelos pássaros entrou na casinha branca com portas e janelas verdes, que estavam abertas, caminhou até a sala, pegou a espingarda de caça, que a muito tempo não pegava, havia muito tempo que não caçava, sentou no sofá com a espingarda e sentiu o cheiro da mata que observava pela janela. Lá fora os pássaros sobre as árvores fizeram silêncio quando sentiram as portas e janelas verdes da casa serem fechadas, ouviram o silêncio que vinha de dentro da casa, ouviram o vento pelas frestas entrar na casa, de repente partiram em revoada, todos de uma só vez, quando ouviram o grito da espingarda que ecoou em todos os cômodos da casa.

Arnoldo Pimentel

 

Esse conto faz parte da “Trilogia da Casinha Branca” caso o amigo(a) tenha um tempinho leia os outros dois nos links abaixo
 

ENQUANTO NOSFERATU PERCORRE A PAISAGEM DA SALA QUE FICOU ESQUECIDA NO VENTO

MURMÚRIOS DAS ÁGUAS





quinta-feira, 8 de março de 2012

ECLIPSE (Arnoldo Pimentel)

O eclipse cobriu
O olhar da lua
E ela serena
Adormeceu
Queria dormir para sempre
Não vale a pena acordar
Seja onde for
Não vale a pena
Acordar

quinta-feira, 1 de março de 2012

Hai-kai da Catástrofe




A catástrofe só interessa
Antes de se desfazer a demanda
Depois de já feita a merda.

Marcio Rufino

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Versos Ínfimos

Versos Ínfimos

Corre o corpo nu em pelos
enquanto a mão avança
palmo à palmo
dedo á dedo
por entre cavidades
efêmeras como si
cegas sem dó
na sede de ceder
a libido em que se afoga

(Sergio-SalleS-oigerS)



terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

HAI-KAI DA MISTURA




Nessa paragem que por aí ainda zanza
Habita em mim
Uma mistura de Lisboa com Luanda.

Marcio Rufino

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Cada Passo, Um Pedaço




















Cada passo, um pedaço

Não quero ser o mais triste dos miseráveis
Mesmo sendo hoje o poeta desse mundo caduco.
Cada passo, um pedaço
E a cada esquina
Meus olhos sorriem ao ver outros passos.
O sorriso é quem invade o ser
Sem pedir licença oferecendo um caminho pra seguir.
Mas a tantos quilômetros um corpo tende a se cansar.
O melhor de tudo é quanto tudo recomeça.
É quando se sabe o que quer.
Quem sabe um dia as coisas melhoram.
Mas não quero viver dentro de um liquidificador.
Não! Não!
É certo que são os bocados da vida que às vezes nos devoram.
Mas eu devoro um bocado de palavras da tua boca para me dar energia
Reviver tua orgia e caminhar meus próprios passos
Sem caminho, sem destino.
Cada passo, um pedaço.
Um pedaço fica
Outro pedaço vai.
  
Fabiano Soares da Silva

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Flor do Lodo



















Flor do lodo

Amor
teu perfume incendeia,
faz suar a alma,
faz dormir o medo;
deixa na boca um gosto bom.

Oh! Flor
banhar-me em tua saliva,
agasalhar-me em tua pele clara,
arder em desejo
sob a luz verde do teu olhar.

Te cheirar na manhã.
Te beber ao entardecer
pra quando a noite chegar
te devorar; te devorar.

Eu vou
despir tua camisa,
rasgar tua indumentária;
lamber sem receio
a carne macia dos teus pés.

Pavor
é não ter tua alegria,
não ouvir tua risada.
Eterno desespero
é te gostar.


sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

As Nuvens do poeta Arnoldo Pimentel





















                               Pela terceira vez a Folha Cultural Pataxó e a Gambiarra Profana reuniram aficionados por poesia na Escola Municipal Heliópolis em Belford Roxo/RJ. Após do bem-sucedido: “Bagagem de mão” do poeta Jorge Medeiros, e da ótima recepção de: “Causos e Poesias” do poeta Adelino Filho, foi o aguardado lançamento do Livro: “Nuvens” do poeta Arnoldo Pimentel que ocupou os corredores da Escola.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Os Causos e As Poesias de Adelino Filho



Neste vídeo a Folha Cultural Pataxó e a Gambiarra Profana apresentam o livro "Causos e Poesias" do poeta Adelino Filho em uma atividade realizada no dia 13 de agosto de 2011 na Escola Municipal Heliópolis em Belford Roxo/RJ.

Cãmeras: Lenne Butterfly e Vantuir Marques.
Edição: Sergio-SalleS-oigerS

Música 1: "Santo Cosme e São Damião" de Sergio-SalleS-oigerS.
Música 2: "RT" de Rafael "Polêmiko" Garcia.





quinta-feira, 29 de dezembro de 2011


Milímetro desavisado

Das estrelas vem a resposta...
mas nosso interpretador de boatos, o cérebro humano, não consegue
comer nem um milésimo da missão sagrada das estrelas.
nós não sabemos...é isso.
Perdemos a fala diante do brilho
perdemos o prumo diante da distância
mas o porquê...não sabemos.
E ainda assim sonhamos em nossa arrogância
a chegar lá naquele gás inebriante
conquistar
fincar  bandeiras
comparamos nossos podres ao nomes dessas estrelas...
Fulana é uma estrela! ela brilha!
Podre.
Estrela vibra em seu grito , ela avisa, ela alerta.
Ela grita em bilhões de vozes -Luz
mas não sabemos.
Sente , sente e sente
só sente
que é uma palavra aquela luz
que é um pedido aquele luz
e obedece
mais nada
obedece,  poeta.
vive pra ela
e esquece que o humano
é só um milímetro desavisado.


Gabriela Boechat


segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

SILÊNCIO NAS OLIVEIRAS



SILÊNCIO NAS OLIVEIRAS

O sonho acabou
Com a nevasca que veio do norte
Bem em frente dos meus olhos
Ainda estiquei as mãos
Para ler um último salmo
E descobrir que meu corpo
É mais que um templo
Ou um pedaço de carne
E que poderei suportar
Todo o flagelo
Da  minha vigília
Nos porões das oliveiras
Enfeitados com flores verdes
E perfume de jasmim

Arnoldo Pimentel


Este poema é parte integrante do livro NUVENS
Para adquirir entre em contato
Email: arnoldopimentel@gmail.com

 

Quer uma dica de boa leitura poética?
Visite e siga o blog do Fabiano Soares da Silva
http://fabianopoe.blogspot.com

sábado, 24 de dezembro de 2011

DEUS É FRÁGIL (MENSAGEM DE NATAL)

Ainda há pouco
Eu estava bebendo uma cerveja num bar
Algumas crianças estavam brincando por ali
E uma menininha de cabelos louros
E olhos azuis
Mostrou-me como o Super-Homem e o Batman são frágeis
Os pais das crianças estavam do outro lado da rua
Da rua tão deserta
Um deserto tão ermo que não tinha nem Esfinge para nos olhar
Ou proteger as crianças
As crianças estavam tão sozinhas
Que pude perceber o quanto Deus é frágil
Deus é tão frágil quanto o Super-Homem e o Batman
As portas estão fechadas
E as luzes logo irão se apagar
Deus vai proteger sim
As crianças que estão em seus lares
E não as que estão pelas ruas a vagar
É tão triste ver crianças num bar

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

MEDO



Vivo mesmo
Ficou apenas o medo entre
As quatro paredes brancas
Totalmente brancas
O corpo nu e torturado
Com a alma violada
Ficou esperando
O anjo vir lhe buscar
Assim terminaria sua sina
Que começou
E se acabou
Quando quis ser livre
E poder voar

Arnoldo Pimentel

Este poema é parte integrante do livro NUVENS
Para adquirir entre em contato
Email:   arnoldopimentel@gmail.com

domingo, 4 de dezembro de 2011

um byte disso

A Internet Explorer explora explode cabeças estreitas com a banda larga 


De clero a Nero 

O Sr Bispo Facebook da Igreja Universal Velox dos Últimos Dias Prega a doutrina.; Parecer ser e Parecer ter ,capitulo zero versículo zero 
GLORIAS E ALELUIAS! Ah-man .

matheusmineiro