quinta-feira, 16 de agosto de 2012




No varal da varanda
A gota de sangue insiste
Por dentro da camisa branca.

Marcio Rufino

terça-feira, 14 de agosto de 2012

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

segunda-feira, 23 de julho de 2012

A Gambiarra Profana com Arnoldo Pimentel no Sesc de Nova Iguaçu/RJ




Vazio
                           Arnoldo Pimentel

Vazio sem vida
Tesouro esquecido
Entre vidros moídos

Tesouro vazio
Esquecido entre vidros
Da vida moída

Tesouro da vida
Esquecido moído
No vidro vazio


Sob as lentes de Lenne Butterfly e Rodrigo Souza e com o auxílio de Dida Nascimento, Sergio-SalleS-oigerS e Rafael Garcia. Arnoldo Pimentel nos mostra o seu Vazio no Sesc de Nova Iguaçu/RJ durante uma sessão do Cine Digital. 
Vinheta de abertura: Vazio de Arnoldo Pimentel e Sergio-SalleS-oigerS com a execução de Paulinho e Sergio-SalleS-oigerS.
Edição: Sergio-SalleS-oigerS.



sábado, 21 de julho de 2012



O Grupo Pó de Poesia convida a todos, amigos e afins a participar da comemoração do 4º Aniversário do Grupo que acontecerá no Centro Cultural Donana no próximo sábado, dia 28\07\2012 as 19 horas.

P.S. Nesta fotos só estão alguns integrantes do Pó de Poesia.
O passado não registrou
em minha alma
referências certeiras
elas se perderam
no espelho empoeirado
da sala de estar.

          Jorge Medeiros

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Malditas Belezas




Malditas  Belezas
                                                       Sergio-SalleS-oigerS

São gordos de fome, d’água bichada; de roça lunar.
São porcos urrando cagantes melando em neve árida.

Malditas belezas talvez sobremesa de carcará
que depois de devorar os sonhos
tem o corpo a estropiar....

Pra quem a sede e a fome é a mais pesada cruz
uns são filhos de Deus
outros são filhos do pus.

Derradeira falange segue nessa volante atrás da xepa e do caviar.
Bebe o grito da filha, come a mesma agonia
de quem não tem o que vomitar.

Malditas belezas teu rosário de vespas já debandou teu patuá
para além da porteira caída dos sonhos
pra depois estropiar.

Pra quem a sede e a fome é a mais pesada cruz
uns são filhos de Deus
outros são filhos do pus.

A nova casa é a esquina, toda sacola é latrina,
qualquer migalha anima
já põe o bucho pra trabalhar.

Mas nem de fé e dinheiro
vive o povo catingueiro
de auto-flagelo, bulimia;
perseverança. Teimosia
faz a carcaça balançar.

Malditas belezas
tem comida na mesa
e água para bochechar
traz de volta na córnea, na íris os sonhos
de alguém a estropiar...

Pra quem a sede e a fome é a mais pesada cruz
uns são filhos de Deus
outros são filhos do pus.

domingo, 8 de julho de 2012

VÁCUO DENTRO DO CÓRREGO


Olhando de longe parece
Não existir fronteiras
Toda a paisagem é maquiada com flores
É de perto que se vê
O vácuo dentro do córrego
Os versículos do mesmo capítulo
Que não se juntam
O amargo dos sorrisos
As rugas que se multiplicam
Os fuzis que atiram em silêncio
Os muros que se levantam
Os vivos que se tornam mortos

Este poema é parte integrante do conto de minha autoria “Se as Folhas Ainda Fossem Verdes...”, para ler o conto basta acessar o link abaixo, desde já agradeço, muito obrigado pela visita e pela amizade.



terça-feira, 26 de junho de 2012

A PARTIDA


                                                                
                       Ainda não havia amanhecido quando acordou, arrumou-se, arrumou o quarto, depois caminhou lentamente,abriu a porta do quarto e saiu, atravessou a sala ainda escura, olhou ao redor e sentiu um aperto no peito, mesmo assim foi até a cozinha, preparou o desjejum com os ovos que restavam, misturou-os com feijão, alimentou-se e sentiu pela última vez o aroma do feijão feito no fogão de lenha. Então caminhou até a porta e saiu da casa que aprendeu a amar tanto.   
                      O que mais apertava seu coração não era apenas o partir, mas olhar para trás e ver que tudo que fez,  tudo que lutou foi em vão. Todas as lágrimas que brotaram do coração, todo suor que escorreu pelo rosto, tudo em vão.
                     Olhou para a casa que iria ficar abandonada mais uma vez, já estava com a pintura desbotada pelo tempo, com aquele olhar triste da casa que ficará sozinha, com as janelas fechadas por onde o vento e a luz do sol não mais entrariam. A sala ficaria tomada pela poeira do abandono, sem receber visitas, sem sorrir todos os dias. Os quartos já estão sentindo o vazio da solidão, portas trancadas, colchas brancas cobrindo cama e colchão. Na cozinha, fogão de lenha apagado, dispensa que há muito está vazia, sorriso triste que só distancia.
                   Olhou para o norte, já não importava que direção tomar, talvez a da própria sorte, sorte que insistia em não o acompanhar, em não o esperar em algum lugar, em não o amar, preferiu olhar o horizonte antes de escolher seu rumo, escolheria pelas nuvens, pelo céu claro e pelo céu cinza, mas de qualquer forma não poderia mais esperar, já que seu destino era mesmo partir, no entardecer queria estar bem longe dali, não levaria lembranças, todas eram amargas, eram nada e só serviriam para entristecer seu olhar.
                 Começou a selar o cavalo, queria partir ainda bem cedo, antes que o sol começasse a esquentar, assim poderia aproveitar mais o sol da manhã que era mais brando, melhor para cavalgar. Assim selou o cavalo, encheu os cantis e sentiu o vento soprando seu rosto, vento que vinha na planície, planície que atravessaria para buscar seu sonho de finalmente encontrar um lugar onde conseguisse vencer e ficar. 
               Foi saindo e com o olhar se despedindo, sentindo o balanço no caminhar do cavalo, seu único companheiro há tempos e aos poucos tudo foi ficando pra trás. Agora está passando pela cerca de madeira, era como se fosse a última fronteira, dali em diante ficaria praticamente sozinho, sem casa, sem quintal e sem cerca para aprisionar, mas estaria numa prisão ainda maior, uma prisão coberta pelo céu quente no calor do sol durante o dia e frio nas noites,  estaria sim numa prisão maior, apesar da ilusória liberdade em campo aberto, estaria numa prisão de desventura, na prisão da solidão que estaria sempre em seu caminho.
              Tudo ficou no passado, sua casa, seu olhar, seus sonhos e sua vida.

Arnoldo Pimentel

Amigo (a) leitor (a), seja sempre bem vindo (a), este conto faz parte da Trilogia Contos da Solidão, se puder leia os outros contos da solidão, de minha autoria, links abaixo, desde já agradeço, muito obrigado mesmo.
 
A QUITANDA


GDÁNSK

sábado, 23 de junho de 2012

BAR


Poema dedicado ao meu amigo Celso Conceição

Eu gosto do bar
Da atmosfera livre do bar

Que às vezes
Parece
Presa
Presa indefesa

Mas sempre,  sempre
Livre
Liberdade do bar

Autor: Arnoldo Pimentel

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Ego egoegoegoegoego

Eu sisto   e


Eu resisto e 


Eu pito e

Eu repito e

eucalipto

quinta-feira, 14 de junho de 2012

UFC SETIMENTAL

Soco murro pontapé tapa paulada

Caíram na porrada

UM MUAI THAI
UM UFC
UM MMA
 SENTIMENTAL ;

 da Tristeza contra a   Felicidade

O MOTIVO DO PAU ;
coração e a vida de um Fulano de Tal.


matheus
paraty XII

quarta-feira, 30 de maio de 2012

QUARTO


Meu coração
Insiste em sorrir
Com a chegada dos pássaros
Que cortam o céu até aqui
Mesmo sabendo que quando se vão
Em revoada
Deixam o silêncio
Na paisagem neutra
Do inverno

Arnoldo Pimentel

Este poema é parte integrante do conto de minha autoria “O QUARTO”, para ler o conto acesse o link abaixo:

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Quando o dilúvio atingiu o sentimento
Retirei o sol da escuridão
Estendi o coração no varal

                    Jorge  Medeiros

Marcelo Peregrino com seus Despropósitos



A Gambiarra Profana apresenta Marcelo Pergrino com seus Despropósitos no segundo encontro de poetas e afins de 2012 na Casa de Cultura de Nova Iguaçu sob a lente de Lenne Butterfly e edição de Sergio-SalleS-oigerS.
Marcelo Peregrino no violão, com o auxílio de Marcelo França no pandeiro e Moduan Matus na percussão de boca!!!!!!
Este poema faz parte da décima edição do zine Gambiarra Profana.


Despropósitos
                                              Marcelo Peregrino sobre
                                                   poema de Manoel de Barros

Levar água na peneira ou tapar o sol com ela
O saci na capoeira foge do que é sua cela
Tomar banho de areia, gelo assado na fogueira
Nadar com uma sereia, traçar beira sem ter eira
Fazer do príncipe sapo e da rã uma princesa
Da lagoa sua corte, dos girinos realeza
Pedra, pau, papel, parede não importa onde seja
Quem carrega a pena a mão
Faz do mundo o que deseja


quinta-feira, 17 de maio de 2012

Márcio Rufino e a Dita



A Gambiarra Profana registra o poeta e ator Márcio Rufino declamando o poema Dita em plena praça do bairro Nova Aurora na cidade de Belford Roxo.
A Dita fala de coisas mal resolvidas em nossa sociedade, nossa política, nossa cultura, nossas emoções.

Câmera: Lenne Butterfly.
Edição de Vídeo: Sergio-SalleS-oigerS.

Dita
                Márcio Rufino

 Quando eu nasci a dita não era cuja e sim dura.
Aos poucos ela foi fingindo que amolecia,
Mas algo embaixo ainda ardia.
Hoje a dureza da dita está escondida, omitida,
Embutida nas línguas, nos sorrisos das titias da política
Nos bons-sensos dos patrões
Na proteção de alguns falsos guardiões.
Que a gente supere a sopa amarga;
O dinossauro na pele de sapo que a gente tem que engolir.
Todo o poema engavetado pelo dedo decepado,
Mas ainda em riste levantado pela dureza triste da dita.




quarta-feira, 9 de maio de 2012

Noite de autógrafos da Rosilene Ramos em Casimiro de Abreu/RJ



No dia 5 de maio de 2012, a Gambiarra Profana e a Folha Cultural Pataxó realizaram uma atividade para o lançamento da nona publicação alternativa/independente, fruto da parceria iniciada no ano de 2000 por estes dois grupos.
Após do bem-sucedido: “Bagagem de mão” do poeta Jorge Medeiros, e da ótima recepção de: “Causos e Poesias” do poeta Adelino Filho e do aguardado “Nuvens” do poeta Arnoldo Pimentel. Foi a vez da professora e poetisa Rosilene Jorge dos Ramos tirar a poeira de sua obra.
Poesias escondidas no quintal dos meus dias, não esconde, mas revela sentimentos, descobertas e encantamentos.
O lançamento ocorreu na Cidade de Casimiro de Abreu-RJ, com a participação musical do Coral Reviver, além de amigos, familiares e amantes da arte da escrita.


sexta-feira, 4 de maio de 2012


Professora lança livro de poesias na Semana da Literatura
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04/05/2012 11h04 - Jornalista: Carlos Fernandes


Rosilene Jorge dos Ramos
Na semana do Dia da Literatura Brasileira, comemorado em 1º de maio, será lançado o livro “Poesias escondidas no quintal dos meus dias”, escrito por Rosilene Jorge dos Ramos. Professora de Língua Portuguesa da rede municipal de ensino desde 2006, a autora já trabalhou no Colégio de Pescadores e hoje atua na Escola Estadual Municipalizada Caetano Dias. O livro, que vai ser lançado, neste sábado (5), a partir das 18h, na Loja Maçônica de Casimiro de Abreu, é o primeiro publicado pela autora. Na ocasião, além da apresentação, também será realizado um Recital de Poesias e oferecido um coquetel para os convidados.


O processo para a concretização do livro “Poesias escondidas no quintal dos meus dias” vinha ocorrendo desde 1996, quando Rosilene ainda era estudante do curso de Letras. Já do processo de criação até a publicação, foram cerca de dois meses:

- Desde essa época, escrevo as poesias que compõem o livro, mas sempre faltou um pouco de coragem, tempo e ousadia para reunir as poesias e colocá-las na forma de um livro. É dessa longa espera, que foi pensado o título do livro, afirma a autora.

O livro “Poesias escondidas no quintal dos meus dias” é dividido em três partes. Na primeira são abordados assuntos relacionados ao universo gramatical. Na segunda, o sentimento humano. A terceira e última parte trata dos laços criados na vida e questiona o modo de ser/estar no mundo. A escritora não esconde sua expectativa para o lançamento: “Estou ansiosa, um pouco nervosa e desejando que amigos, colegas, familiares e amantes da poesia possam comparecer para dividirmos um tempo falando do encantamento pela palavra”, diz Rosilene, que já trabalha em um livro infantil e em um romance que retrata a vida de uma migrante nordestina.

Por ser uma autora de poesias e professora da rede municipal, Rosilene ainda utiliza este recurso para estimular a leitura e a escrita entre os alunos: “Os alunos gostam muito das poesias com rima, de brincar com as palavras. Em sala de aula, nossas poesias são feitas em grupo ou individualmente. Conversamos, lemos e pesquisamos sobre algum tema e processamos nossas ideias em forma de prosa ou verso, depois fazemos um trabalho de reescrita do texto. Também brinco com eles, fazendo poesias ou prosa com situações de nosso cotidiano. Nas aulas de leitura levo livros de poesia, romances, gibis, jornais, entre outros recursos. Muitas vezes, o trabalho é difícil, mas o interessante é tentar se divertir com eles e mostrar a necessidade da disciplina e do trabalho na construção de qualquer projeto”, finaliza.

A Loja Maçônica, onde acontecerá o lançamento, está localizada na Rua Nilo Peçanha, nº 07, no Centro de Casimiro de Abreu. Durante o evento, o livro “Poesias escondidas no quintal dos meus dias” será vendido pelo valor simbólico de R$ 10,00. A publicação foi editada e produzida pela Folha Cultural Pataxó e pela Gambiarra Profana, grupos que incentivam a publicação de livros alternativos.