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segunda-feira, 24 de setembro de 2012

DO ROMPIMENTO DO HÍMEN À CRIAÇÃO DO HOMEM



Do Rompimento do Hímen
À Criação do Homem
                                                                         Moduan Matus

Eta vida besta em que os bebês desdentados chupam
Peitos, orientados, indo por líquido abaixo.
Bastam os dentes, de leite pro deleite acabar.
E vem chupeta, chuca, chocalho,
Careta, papinha, carrinho, bicicleta e o caralho.
Mas nenhuma teta.
Vêm piruetas, depois, punhetas.
Aí, já descobrimos que são duas, as tetas
E que não era só isso, era a buceta.
E mergulhamos o novo
Até o ovo, como se quiséssemos
Achar de novo o nosso lugar.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Marcelo Peregrino com seus Despropósitos



A Gambiarra Profana apresenta Marcelo Pergrino com seus Despropósitos no segundo encontro de poetas e afins de 2012 na Casa de Cultura de Nova Iguaçu sob a lente de Lenne Butterfly e edição de Sergio-SalleS-oigerS.
Marcelo Peregrino no violão, com o auxílio de Marcelo França no pandeiro e Moduan Matus na percussão de boca!!!!!!
Este poema faz parte da décima edição do zine Gambiarra Profana.


Despropósitos
                                              Marcelo Peregrino sobre
                                                   poema de Manoel de Barros

Levar água na peneira ou tapar o sol com ela
O saci na capoeira foge do que é sua cela
Tomar banho de areia, gelo assado na fogueira
Nadar com uma sereia, traçar beira sem ter eira
Fazer do príncipe sapo e da rã uma princesa
Da lagoa sua corte, dos girinos realeza
Pedra, pau, papel, parede não importa onde seja
Quem carrega a pena a mão
Faz do mundo o que deseja


quinta-feira, 17 de maio de 2012

Márcio Rufino e a Dita



A Gambiarra Profana registra o poeta e ator Márcio Rufino declamando o poema Dita em plena praça do bairro Nova Aurora na cidade de Belford Roxo.
A Dita fala de coisas mal resolvidas em nossa sociedade, nossa política, nossa cultura, nossas emoções.

Câmera: Lenne Butterfly.
Edição de Vídeo: Sergio-SalleS-oigerS.

Dita
                Márcio Rufino

 Quando eu nasci a dita não era cuja e sim dura.
Aos poucos ela foi fingindo que amolecia,
Mas algo embaixo ainda ardia.
Hoje a dureza da dita está escondida, omitida,
Embutida nas línguas, nos sorrisos das titias da política
Nos bons-sensos dos patrões
Na proteção de alguns falsos guardiões.
Que a gente supere a sopa amarga;
O dinossauro na pele de sapo que a gente tem que engolir.
Todo o poema engavetado pelo dedo decepado,
Mas ainda em riste levantado pela dureza triste da dita.