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segunda-feira, 8 de outubro de 2018

A Consciência pesa com o Cimento

"Dois sacos de cimento dá cem quilos. Na cabeça. A consciência fica na cabeça? Aqui, na cabeça? Então a minha consciência é pesada. Num tem outro jeito. A consciência pesa com o cimento".

No último Encontro de Poetas & Afins de 2018 (a princípio) o escritor Jonatan Magella foi convidado para apresentar o seu livro "Vidas Irrisórias".


Sob os acordes de Sergio-SalleS-oigerS e leitura de Jonatan Magella são apresentados três contos: "Jesus nasceu em Belford Roxo", "Não é nada disso que você tá pensando" e "A máquina".

No vídeo "A Consciência pesa com o Cimento" pode-se conferir o conto "A Máquina".

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

O Pão e a Fome

13ª publicação da Folha Cultural Pataxó – No ano de 2002, a Folha Cultural Pataxó publica a coletânea poética intitulada "O Pão e a Fome". O livro foi idealizado a partir da proposta do tema da miséria e pobreza. 

Assumia com o grupo Gambiarra Profana, o debate sobre essa questão social. Neste livro que se torna palco do encontro de Adão Nascimento Amorim,Fabiano Soares da Silva, Jonas Fagundes, Rosilene Jorge Ramos e Sergio Salles Oigers.

Apontava em sua apresentação os dados da Fundação Getúlio Vargas em que 53 milhões de brasileiros/as passavam fome, tendo em vista às políticas articuladas ao interesses internacionais. 

Neste livro, encontra-se poemas, um conto, uma pequena biografia de cada autor e algumas ilustrações retiradas de um programa que vinha de brinde na Revista CDROM comprada no calçadão de Nova Iguaçu.

A poesia sem título abaixo integra a coletânea poética e é de Rosilene Jorge dos Ramos: 

“O menino pede pão
e recebe um não…
O menino pede água
e escuta: ___ Passa!
O menino chora
e lhe enxotam rua afora
O menino vai andando desnorteado
E PÁ! É atropelado
Não há mais fome…
Não há mais sede…
E alguns espectadores dizem:
___ Ele partiu para um mundo melhor que este.
?”.

terça-feira, 4 de setembro de 2018

rotina cotidiana ou toda vida que houver nesse amor


rotina cotidiana
ou toda vida que houver nesse amor 
                                                                                                          Sergio-SalleS-oigerS

deixe que a língua surja 
suja
da boca imunda 
cheirando a bunda
com carícias putrefatas 
e ares de acrobata
numa lambida corrosiva 
degenerativa
dando náuseas 
queimando feito brasa
abrindo feridas 
diabéticas cancerígenas
na pele ensebada 
maltratada
no dia-a-dia diário 
pelo vil calendário 
em decomposição 
como a nossa relação

domingo, 26 de agosto de 2018

A urna viciada... ... sempre a mesma história

Começou "oficialmente" o período para campanha e propaganda eleitoral 2018, e nós, da Gambiarra Profana não poderíamos ficar de fora desse assunto. Por isso levantamos algumas questões expressas na letra e no som da canção “Angu".


Você pode ouví-la na íntegra no link: https://youtu.be/UJVMIBVX0Vo
ou https://open.spotify.com/album/2JJbBEjr8t5O2iIZRkb5uG ou https://www.deezer.com/track/541948362…



"Angu" é uma Canção com letra de Sergio Salles Oigers, Fabiano Soares da Silva, Rodrigo Souza, Lenne Butterly e citação de Karl Marx.

Arranjo coletivo com execução de Sergio-SalleS-oigerS nas guitarras, baixo, bateria e órgão no GarageBand; Vagner Vieira nas guitarras e contrabaixo, Rafael Garcia no Violão, Agnaldo Estrela (Agnaldo DA Silva Ramos) na guitarra, Paulinho Maluco na guitarra no GarageBand e Inon no iPod de 4ª geração.

Voz na vinheta em ambiente da Feira de Areia Branca de Boladão 22 (Hudson Boladao).

E vocais de Fabiano Soares DA SILVA, Vagner Vieira, Rodrigo Souza e Sergio-SalleS-oigerS.




Angu

"Os filósofos se limitaram a interpretar o mundo
de diversas maneiras
mas o que importa é transforma-lo"

É chegado o dia, é chegada a hora
De quatro em quatro anos mas não é copa
A cidade se enfeita de hipocrisia
Fingindo ser a democracia

E de goela abaixo a mentira aflora
A urna viciada sempre a mesma história

Filosofia de cu é rola
Filosofia de angu é boca
Mas só da rola na boca e boca na rola.



segunda-feira, 16 de julho de 2012

Malditas Belezas




Malditas  Belezas
                                                       Sergio-SalleS-oigerS

São gordos de fome, d’água bichada; de roça lunar.
São porcos urrando cagantes melando em neve árida.

Malditas belezas talvez sobremesa de carcará
que depois de devorar os sonhos
tem o corpo a estropiar....

Pra quem a sede e a fome é a mais pesada cruz
uns são filhos de Deus
outros são filhos do pus.

Derradeira falange segue nessa volante atrás da xepa e do caviar.
Bebe o grito da filha, come a mesma agonia
de quem não tem o que vomitar.

Malditas belezas teu rosário de vespas já debandou teu patuá
para além da porteira caída dos sonhos
pra depois estropiar.

Pra quem a sede e a fome é a mais pesada cruz
uns são filhos de Deus
outros são filhos do pus.

A nova casa é a esquina, toda sacola é latrina,
qualquer migalha anima
já põe o bucho pra trabalhar.

Mas nem de fé e dinheiro
vive o povo catingueiro
de auto-flagelo, bulimia;
perseverança. Teimosia
faz a carcaça balançar.

Malditas belezas
tem comida na mesa
e água para bochechar
traz de volta na córnea, na íris os sonhos
de alguém a estropiar...

Pra quem a sede e a fome é a mais pesada cruz
uns são filhos de Deus
outros são filhos do pus.