sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Minha Poesia



Minha Poesia
                                   Sil

Minha poesia sou eu
Quando disfarço que sou ela

E mesmo quando usando o português errado
Acerto a ``língua´´
Ao Beijar a boca dela

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Utilisissimas coisas inúteis



AOS DEZ FORMADO EM CHINELO E PÊS ENCARDIDOS DE TERRA
AOS ONZE MESTRADO EM ESPIAR O MUNDO DE CIMA DO BARRANCO
AOS DOZE DOUTORADO NAS CARAMBOLAS  DO TERRENO AO LADO
AOS TREZE PHD EM MASCAR CANA CAIANA
LICENCIADO EM PIQUE-PEGA E PULO NO RIO
PASTO ESTUDANTIL  DE PALAVROES E CORAÇOES DA RAÇA HUMANA

sábado, 1 de setembro de 2012

GAIVOTAS PRÓXIMAS AO ANCORADOURO



Olhou os próprios pés
Enquanto atravessava a rua
Na calçada do outro lado
Pensou até onde seus olhos poderiam alcançar
E quantas luas teria para olhar
Encostou no prédio abandonado
E esticou as mãos
Um tempo depois sentiu a moeda
Fria
Jogadas por olhos que nada via
Que tudo via
Que seguia sua própria via
Rumo à estação das barcas
Para atravessar a baía

Arnoldo Pimentel

Esse poema faz parte da Trilogia da Pescaria, são poemas inspirados no olhar durante uma pescaria que é retratada no conto “Pescaria”, se o amigo (a) tiver um tempinho leia os outros textos e dê sua opinião, ela é muito importante, abaixo os links




quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Busca Perdida



Busca Perdida


Como morrer sem dor
Quando a vida não para de doer
Quando tudo é rio que deságua no mar do nada
Pra afogar
De dentro pra fora
A alma


Sergio-SalleS-oigerS

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Sarau Donana




É neste sábado dia 25/08 apartir das 19:00 horas, mais uma edição do SARAU DONANA. Con
vidados Especiais: Lírian Tabosa (Poeta), Claudio Camillo (músico e compositor). Apresentação do grupo Pó de Poesia. E teremos exibição dos curtas: Toques de Sancofa, Entre Grades. Local: CCultural Donana, Rua Aguapei, 197, Piam, Belford Roxo. E lembre-se
e você faz parte desse encontro!

quinta-feira, 16 de agosto de 2012




No varal da varanda
A gota de sangue insiste
Por dentro da camisa branca.

Marcio Rufino

terça-feira, 14 de agosto de 2012

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

segunda-feira, 23 de julho de 2012

A Gambiarra Profana com Arnoldo Pimentel no Sesc de Nova Iguaçu/RJ




Vazio
                           Arnoldo Pimentel

Vazio sem vida
Tesouro esquecido
Entre vidros moídos

Tesouro vazio
Esquecido entre vidros
Da vida moída

Tesouro da vida
Esquecido moído
No vidro vazio


Sob as lentes de Lenne Butterfly e Rodrigo Souza e com o auxílio de Dida Nascimento, Sergio-SalleS-oigerS e Rafael Garcia. Arnoldo Pimentel nos mostra o seu Vazio no Sesc de Nova Iguaçu/RJ durante uma sessão do Cine Digital. 
Vinheta de abertura: Vazio de Arnoldo Pimentel e Sergio-SalleS-oigerS com a execução de Paulinho e Sergio-SalleS-oigerS.
Edição: Sergio-SalleS-oigerS.



sábado, 21 de julho de 2012



O Grupo Pó de Poesia convida a todos, amigos e afins a participar da comemoração do 4º Aniversário do Grupo que acontecerá no Centro Cultural Donana no próximo sábado, dia 28\07\2012 as 19 horas.

P.S. Nesta fotos só estão alguns integrantes do Pó de Poesia.
O passado não registrou
em minha alma
referências certeiras
elas se perderam
no espelho empoeirado
da sala de estar.

          Jorge Medeiros

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Malditas Belezas




Malditas  Belezas
                                                       Sergio-SalleS-oigerS

São gordos de fome, d’água bichada; de roça lunar.
São porcos urrando cagantes melando em neve árida.

Malditas belezas talvez sobremesa de carcará
que depois de devorar os sonhos
tem o corpo a estropiar....

Pra quem a sede e a fome é a mais pesada cruz
uns são filhos de Deus
outros são filhos do pus.

Derradeira falange segue nessa volante atrás da xepa e do caviar.
Bebe o grito da filha, come a mesma agonia
de quem não tem o que vomitar.

Malditas belezas teu rosário de vespas já debandou teu patuá
para além da porteira caída dos sonhos
pra depois estropiar.

Pra quem a sede e a fome é a mais pesada cruz
uns são filhos de Deus
outros são filhos do pus.

A nova casa é a esquina, toda sacola é latrina,
qualquer migalha anima
já põe o bucho pra trabalhar.

Mas nem de fé e dinheiro
vive o povo catingueiro
de auto-flagelo, bulimia;
perseverança. Teimosia
faz a carcaça balançar.

Malditas belezas
tem comida na mesa
e água para bochechar
traz de volta na córnea, na íris os sonhos
de alguém a estropiar...

Pra quem a sede e a fome é a mais pesada cruz
uns são filhos de Deus
outros são filhos do pus.

domingo, 8 de julho de 2012

VÁCUO DENTRO DO CÓRREGO


Olhando de longe parece
Não existir fronteiras
Toda a paisagem é maquiada com flores
É de perto que se vê
O vácuo dentro do córrego
Os versículos do mesmo capítulo
Que não se juntam
O amargo dos sorrisos
As rugas que se multiplicam
Os fuzis que atiram em silêncio
Os muros que se levantam
Os vivos que se tornam mortos

Este poema é parte integrante do conto de minha autoria “Se as Folhas Ainda Fossem Verdes...”, para ler o conto basta acessar o link abaixo, desde já agradeço, muito obrigado pela visita e pela amizade.



terça-feira, 26 de junho de 2012

A PARTIDA


                                                                
                       Ainda não havia amanhecido quando acordou, arrumou-se, arrumou o quarto, depois caminhou lentamente,abriu a porta do quarto e saiu, atravessou a sala ainda escura, olhou ao redor e sentiu um aperto no peito, mesmo assim foi até a cozinha, preparou o desjejum com os ovos que restavam, misturou-os com feijão, alimentou-se e sentiu pela última vez o aroma do feijão feito no fogão de lenha. Então caminhou até a porta e saiu da casa que aprendeu a amar tanto.   
                      O que mais apertava seu coração não era apenas o partir, mas olhar para trás e ver que tudo que fez,  tudo que lutou foi em vão. Todas as lágrimas que brotaram do coração, todo suor que escorreu pelo rosto, tudo em vão.
                     Olhou para a casa que iria ficar abandonada mais uma vez, já estava com a pintura desbotada pelo tempo, com aquele olhar triste da casa que ficará sozinha, com as janelas fechadas por onde o vento e a luz do sol não mais entrariam. A sala ficaria tomada pela poeira do abandono, sem receber visitas, sem sorrir todos os dias. Os quartos já estão sentindo o vazio da solidão, portas trancadas, colchas brancas cobrindo cama e colchão. Na cozinha, fogão de lenha apagado, dispensa que há muito está vazia, sorriso triste que só distancia.
                   Olhou para o norte, já não importava que direção tomar, talvez a da própria sorte, sorte que insistia em não o acompanhar, em não o esperar em algum lugar, em não o amar, preferiu olhar o horizonte antes de escolher seu rumo, escolheria pelas nuvens, pelo céu claro e pelo céu cinza, mas de qualquer forma não poderia mais esperar, já que seu destino era mesmo partir, no entardecer queria estar bem longe dali, não levaria lembranças, todas eram amargas, eram nada e só serviriam para entristecer seu olhar.
                 Começou a selar o cavalo, queria partir ainda bem cedo, antes que o sol começasse a esquentar, assim poderia aproveitar mais o sol da manhã que era mais brando, melhor para cavalgar. Assim selou o cavalo, encheu os cantis e sentiu o vento soprando seu rosto, vento que vinha na planície, planície que atravessaria para buscar seu sonho de finalmente encontrar um lugar onde conseguisse vencer e ficar. 
               Foi saindo e com o olhar se despedindo, sentindo o balanço no caminhar do cavalo, seu único companheiro há tempos e aos poucos tudo foi ficando pra trás. Agora está passando pela cerca de madeira, era como se fosse a última fronteira, dali em diante ficaria praticamente sozinho, sem casa, sem quintal e sem cerca para aprisionar, mas estaria numa prisão ainda maior, uma prisão coberta pelo céu quente no calor do sol durante o dia e frio nas noites,  estaria sim numa prisão maior, apesar da ilusória liberdade em campo aberto, estaria numa prisão de desventura, na prisão da solidão que estaria sempre em seu caminho.
              Tudo ficou no passado, sua casa, seu olhar, seus sonhos e sua vida.

Arnoldo Pimentel

Amigo (a) leitor (a), seja sempre bem vindo (a), este conto faz parte da Trilogia Contos da Solidão, se puder leia os outros contos da solidão, de minha autoria, links abaixo, desde já agradeço, muito obrigado mesmo.
 
A QUITANDA


GDÁNSK

sábado, 23 de junho de 2012

BAR


Poema dedicado ao meu amigo Celso Conceição

Eu gosto do bar
Da atmosfera livre do bar

Que às vezes
Parece
Presa
Presa indefesa

Mas sempre,  sempre
Livre
Liberdade do bar

Autor: Arnoldo Pimentel

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Ego egoegoegoegoego

Eu sisto   e


Eu resisto e 


Eu pito e

Eu repito e

eucalipto

quinta-feira, 14 de junho de 2012

UFC SETIMENTAL

Soco murro pontapé tapa paulada

Caíram na porrada

UM MUAI THAI
UM UFC
UM MMA
 SENTIMENTAL ;

 da Tristeza contra a   Felicidade

O MOTIVO DO PAU ;
coração e a vida de um Fulano de Tal.


matheus
paraty XII