domingo, 7 de abril de 2013

DANIEL NA COVA DOS LEÕES


Os quartos são pequenos
Não têm espaço pra quase nada.
O olhar que estava na janela
Nunca mais apareceu e nunca foi embora.

Com binóculos dava pra ver o Cristo
E ler Suas Palavras,
Mas não dava para ver o futuro
Porque o ônibus não parava na esquina

E do outro lado do rio os prédios são cinza,
As pessoas são vultos,
E as flores são artificiais.

Tem um farol que se esconde atrás das nuvens
Sempre que alguém chega à beira da praia
E olha o lago.

Arnoldo Pimentel

2 comentários:

  1. É incrível o quanto a surrealidade e real.

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  2. Bravissimo!
    Linda poesia.
    Bjins
    entre sonhos e delírios
    Catiaho Alcantara/Reflexo d'Alma

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